Para o setor de tecnologia, o impacto do covid-19 no modelo de trabalho não foi tão expressivo, uma vez que a maioria dos profissionais já praticava o trabalho remoto. Ainda assim, nos últimos dois anos, as empresas em geral passaram por muita adaptação para a transição de suas equipes para o home office, um processo muito mais desafiador para indústrias que não tinham tecnologia em seu core business.  Luana Castro, Gerente Executiva para recrutamento de tecnologia na Michael Page e Page Personnel, divisões responsáveis pela contratação de profissionais desde os cargos de entrada até a média liderança, explica:

Essas empresas estavam montando sua infraestrutura e definindo novos modelos de trabalho e integração das equipes. Agora, o cenário é de criação de estruturas que não existiam e aumento da equipe de tecnologia, pois estão entendendo que a tecnologia continua se expandindo. Daí surgem novas soluções para o negócio mediadas por tecnologia, produtos digitais e outras formas de escalar o negócio para se manter competitivo. O desafio, então, é de como reter os profissionais de tecnologia. RHs e lideranças empenhados em construir uma cultura sólida que possa ser sentida mesmo a distância para promover estabilidade e retenção dos talentos.

A transformação digital e o impacto da tecnologia nos negócios 

A digitalização vem fazendo parte da evolução das empresas com a adoção de novas ferramentas, plataformas, sistemas, automação de processos, data driven etc., aumentando a necessidade de contratação de profissionais de tecnologia consequentemente. Douglas Oyama, Business Development Manager de Tecnologia na Page Interim, divisão responsável pelo recrutamento de temporários e terceiros, comenta:

Essa transformação digital não é um tema recente, já é um dos principais há anos. Em especial nos últimos 2 a 5 anos, houve uma aceleração do processo. As empresas que ainda não apostavam em tecnologia se viram diante de uma questão de sobrevivência. São mudanças nas estratégias, modelos de negócio, de trabalho, estruturas e perfis de profissionais. Hoje, o profissional de tecnologia tem que conhecer do negócio e o profissional do negócio tem que conhecer de tecnologia.

Quando houve incremento de tecnologia nas empresas, houve também uma mudança do posicionamento da área frente às demais e ao negócio. “Antes, TI era uma área de suporte para garantir que os colaboradores tivessem acesso a sistemas, notebook, telefone etc. Quando as empresas tiveram que incorporar tecnologia em seus produtos e serviços, a área virou parte do negócio e, muitas vezes, responsável pelo seu crescimento, faturamento e rentabilidade. Decisões estratégicas de produtos e serviços passam agora por tecnologia”, explica Luana Castro

O recrutamento em tecnologia 

A transformação digital nas empresas levou ao surgimento de novos cargos, mais profissionais contratados e presença de especialistas de tecnologia dentro das áreas de negócio. Porém, a equação para o recrutamento para tecnologia não é simples. Se de um lado há mais profissionais migrando para tecnologia, do outro o Brasil está perdendo especialistas para empresas de fora que contratam com um câmbio favorável. Além disso, a formação de novos profissionais não têm acontecido na mesma velocidade em que a tecnologia avança e a quantidade de profissionais formados não é suficiente para o volume de vagas abertas. 

“Diante de um mercado de trabalho com escassez de mão de obra e altíssima competitividade pelos profissionais qualificados, nós atuamos com a frente de Page Technology, uma unidade do grupo especializada para atender toda e qualquer demanda de contratação em tecnologia no Brasil e na América Latina, seja para contratações individuais, em grande volume, temporárias, terceiras ou permanentes, de um cargo de entrada ao C-Level. Dessa forma, unindo nossos esforços e especialidades internas, conseguimos entregar um recrutamento consultivo e com grande capilaridade para atender as empresas”, explica Luana Castro.  

Além do modelo de contratação permanente em que o profissional é contratado para atuar na empresa por tempo indeterminado e na modalidade CLT em sua folha de pagamento, cada vez mais empresas têm optado pelos modelos de contratação de terceiros ou temporários. Victoria Quintella, Diretora da Page Interim, desenvolve:

Quando a empresa vai fazer a implantação de um projeto, que tem uma demanda pontual pelo profissional de tecnologia, é vantajosa a contratação temporária. Outra possibilidade é terceirizar a contratação deste profissional. Por estratégia, a empresa opta por não ter todos os profissionais na folha de pagamento, mantendo um time mais enxuto internamente. Essa terceirização traz muitas vantagens, pois as empresas podem gerenciar financeiramente a contratação do profissional pelo budget da área ou projeto e não com o custo de headcount na equipe. Além disso, elas não precisam se preocupar com turnover, pois repomos o profissional imediatamente no caso dele deixar a empresa.

O profissional de tecnologia 

Por serem muito procurados, a rotatividade de profissionais é um desafio do mercado. Uma alternativa é a contratação de um profissional mais júnior para investir em sua capacitação internamente. "Para que esse movimento dê certo, é preciso ter bons gestores que saibam liderar, engajar e formar o colaborador”, alerta Victoria Quintella

“Há empresas que já entenderam a necessidade e assumiram o papel de contribuir ativamente na formação de profissionais para fomentar o mercado, seja por meio de parcerias com faculdades ou iniciativas de escolas de tecnologia. O ciclo de vida curto do profissional na empresa não está somente ligado ao salário, mas como ele se interessa por novos projetos o tempo todo”, comenta Douglas Oyama. Essas escolas e projetos de formação de novos profissionais são ótimas alternativas para, inclusive, focar em questões de diversidade e inclusão no mercado de tecnologia. 

Em relação às competências do profissional de tecnologia, independentemente do nível do cargo ou especialidade, as empresas procuram aqueles que conhecem do negócio, se interessem em aprender, tenham iniciativa, sejam resilientes, criativos e com boa comunicação. “Há soft skills mais elaboradas como a habilidade de persuasão e  o pensamento crítico para opinar na concepção de um produto, por exemplo, levam profissionais a cargos mais estratégicos”, comenta Luana Castro

Do lado dos candidatos, com o poder de escolha em mãos, eles optam cada vez mais por empresas que estão alinhadas com seus propósitos, interesses e objetivos pessoais. “Há profissionais que querem trabalhar no segmento pet porque amam animais, outros querem se envolver com tecnologia de ponta, outros procuram empresas que defendem as mesmas causas que eles”, explica Luana

Cargos em alta 

  • Perfis de desenvolvimento em geral, front e back end para mobile, iOS, Android, TechNode, React, Java;
  • Tech leads e gerentes de engenharia de software;

  • DPOs responsáveis por LGPD; 

  • Lideranças de cibersegurança; 

  • Cientistas de dados, engenharia de dados, BI; 

  • Área de produto: product manager, scrum master, UX, UI, PMO; 

  • Cloud: Devox e engenharia de software. 

Remuneração e benefícios 

Os profissionais de tecnologia qualificados são muito cobiçados, o que acaba fazendo com que tenham um alto poder de escolha e negociação. “Para uma empresa fazer uma boa contratação é preciso trabalhar com uma definição de cargos e salários paralelos aos demais da companhia, aumentando a remuneração para que seja mais atrativa. Por haver muito mais oferta de trabalho do que profissional disponível, o jogo salarial é uma realidade”, comenta Luana Castro. Em relação a benefícios, os profissionais estão interessados nos flexíveis para que possam escolher a melhor forma de usá-los. Quanto ao modelo de trabalho, se não for remoto, muitos candidatos sequer ouvem a proposta. 

 

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