O setor sucroenergético sempre foi um vetor de crescimento da economia no Brasil, sendo uma das culturas mais antigas e que se espalha por todo o território nacional, apesar da predominância no Centro Sul do país e região Nordeste. O Agronegócios representou em 2019 cerca de 21,5% do PIB nacional, e o setor sucroenergético chega a representar 10% do PIB de Agro, ou seja, 2% do PIB nacional, o que é um valor muito expressivo para um único setor. 

Apesar disso, o setor vem se recuperando de uma década de crise, desde 2008 quando os preços tiveram forte queda. O setor sucroenergético vem se consolidando através de fusões e aquisições ano após ano, com formação de grandes grupos para conseguir sustentar as operações e ganhar escala produtiva. Mesmo assim, ainda vemos um setor majoritariamente familiar, quando olhamos a sua totalidade. 

Contudo, tanto as empresas familiares quanto grandes grupos de usinas tem se modernizado e investido cada vez mais em tecnologia, tanto para a indústria, quanto para o campo. “Apesar da infraestrutura de internet não atingir todos os lugares do agro ainda, tecnologias como Georreferenciamento e o Big Data vem gerando informações em tempo real, ajudando a otimizar processos, minimizando interferência humana e possibilitando aos gestores uma tomada de decisão de forma mais rápida e cirúrgica nos desafios do dia a dia” diz Leandro Neves, Head de RH do grupo Biosev. 

Outra empresa que tem investido muito em tecnologia é o grupo Tereos, onde Carlos Leston, Diretor de RH do grupo, comenta que “tecnologias como IOT, indústria 4.0 e Inteligência Artificial tem ajudado as empresas a ganharem escala maximizando produtividade, e como se trata de commodities, essas tecnologias ajudam as empresas a tornarem-se cada vez mais eficientes e rentáveis”. Entretanto, toda essa tecnologia no campo e na indústria têm exigido cada vez mais dos profissionais que as utilizam e esse tema tem sido muito debatido entre os RHs do setor sucroenergético:  

Seja perfil técnico especialista, seja perfil gerencial ou diretoria, sempre há muita dificuldade em encontrar, recrutar e reter os profissionais mais qualificados. “Hoje o maior desafio é encontrar um profissional que, além de ter boas habilidades técnicas e soft skills, tem que ter Fit Cultural com a empresa. Temos nos preocupado em como o profissional vai conseguir gerar engajamento e motivação no time, mantendo a equipe comprometida” comenta Leandro Neves da Biosev. 

“Cada vez mais as empresas têm buscado profissionais com habilidades de adaptação e rápido aprendizado. Uma prática que tem se tornado mais comum dentro do setor sucroenergético, é buscar profissionais de setores correlatos, desde: grãos e fruticultura até mercados como químico e aeronáutico que há tempos investem em conhecimento de normas, processos e ferramentas de melhoria contínua” diz Fábio Guélere, Consultor Sênior do Page Personnel e especialista no setor sucroenergético. 

Segundo Fábio Guélere, muitas empresas do setor sucroenergético tem buscado a ajuda da Page para recrutar cargos, em diversas áreas e níveis. Os salários variam entre R$ 4 mil e R$ 30 mil, segundo nosso Estudo de Remuneração 2020, a depender do cargo: 

  • Gerente de Supply Chain / Industrial  
  • Engenheiros de Processos / Manutenção  
  • Coordenadores de TI  
  • Gerente Contábil / Financeiro  
  • Analista Financeiro 
  • Gerente Comercial  
  • Gerente de RH  

 

A luta diária do setor têm sido reter os melhores profissionais, garantir que o time esteja engajado e que todos tenham bem claro qual a missão e visão da empresa. Um dos papéis do RH, é auxiliar todas as áreas nessa difícil tarefa. As empresas que conseguirem se adaptar melhor à essas mudanças, conseguirem ter um turn over sadio e conseguirem investir em tecnologias, sairão na frente. “Nos próximos 10 anos, o setor sucroenergético deverá passar por uma mudança grande no Brasil, podendo haver uma consolidação ainda maior de grandes grupos através de aquisições das empresas que pararam de investir” comenta Carlos Leston sobre o que imagina para o futuro do setor. 

Assim como toda a economia brasileira, o setor sucroenergético também irá se modernizar cada vez mais e as empresas precisarão de profissionais mais capacitados principalmente quanto ao perfil de liderança e influência. Uma coisa é certa: a roda não para e sempre teremos novos desafios para recrutar dentro desse magnífico setor!