Artigo - Michael Page

MICHAEL PAGE

O dinamismo do mercado e as últimas oscilações da economia demandam maior preparo e adaptabilidade do profissional do meio jurídico. Esse aspecto se intensifica ainda mais em ambiente empresarial, uma vez que o advogado é acionado e exigido em questões intrínsecas do negócio.
O profissional que busca crescimento sólido de carreira e uma visão interessante do momento de mercado atual, tem aqui uma excelente oportunidade para acompanhar um bate-papo com um dos Diretores Jurídicos de maior destaque no cenário nacional.

Bianca Azzi

Entrevista com Fernando Pinheiro

1. Quais os impactos da crise econômico-financeira no mercardo jurídico no que tange à prestação de serviços?
As solicitações de serviços no mercado jurídico com a crise estão mais relacionadas agora com questões trabalhistas (dispensa em massa, redução das horas de trabalho, férias coletivas, acordos com sindicatos, etc.) e questões sobre reorganizações societárias, liquidações de empresas e recuperação financeira. As solicitações em M&A continuarão para as empresas que estão com o caixa líquido.


2. Em sua opinião, quais áreas do Direito se destacarão e qual perfil de advogado será mais demandado no futuro?

No futuro próximo estarão em destaque as áreas trabalhista, falimentar e contencioso cível e, mais a longo prazo, os advogados de negócios voltarão a brilhar. Lamento pelos tributaristas, exceto se houver uma reforma fiscal.


3. Quais conselhos você daria aos advogados recém formados, de modo que possam vislumbrar oportunidades frente ao atual cenário macroeconômico?

Estudem, estudem e estudem. Os advogados recém formados tem uma oportunidade única: participar da formulação da nova ordem econômica mundial. Não percam esta oportunidade.

4. De que forma você entende que a relação de confiança, que sofreu forte quebra, poderá ser estabelecida nas relações contratuais?

As relações contratuais não mudarão. O que é preciso é voltar o estudo da ética, de princípios e de caráter. Voltaremos ao "olho no olho" e ao "fio do bigode", para reconstruir as relações de confiança.

5. A crise econômico-financeira irá gerar uma nova onde de protecionismo no mundo?

Olhando a situação de globalização do mundo e as relações de interdependência das nações parece-me que será muito difícil prevalecer o protecionismo. Sem dúvida tentar-se-a o protecionismo como legítima defesa mas, será difícil mante-lo.